quinta-feira, 16 de junho de 2011

Diagnóstico Ambiental

Diagnóstico Ambiental
Bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape: imagem 1

Caracterização: A região oferece uma diversidade de ambientes terrestres e aquáticos, envolvendo extensas áreas de relevo serrano, com fortes declividades e várzeas encaixadas e um setor composto por planícies costeiras, manguezais, terraços marinhos e fluviais, com destaque para o complexo estuarino-lagunar de Iguape-Cananéia. A região embora considerada como das menos desenvolvidas do Estado de São Paulo e baixos índices populacionais é a mais rica em recursos naturais, possuindo terras apropriadas para alguns cultivos, recursos minerais relativamente abundantes e extensas áreas com vegetação natural intacta ou pouco modificada pelo homem, das quais grande parte são protegidas por legislação.
O Rio Ribeira, tem as suas cabeceiras localizadas no topo do planalto, onde ocorre forte pluviosidade e densa cobertura vegetal. No seu curso médio e alto é um típico rio de planalto, apresentando perfil longitudinal e bacia com características morfológicas bastante acidentadas, com vales encaixados e uma declividades média muito elevada. No seu curso inferior, a jusante de Eldorado, após receber o Juquiá, o Ribeira de Iguape passa a apresentar um gradiente bastante suavizado, constituindo um típico rio de planície, quando o seu curso abre-se em larga extensão, assumindo padrão meandrante, deixando inúmeros lagos de barragem e meandros abandonados.

Enquadramento dos Corpos d’água da Bacia:

 Águas destinadas :
- Ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
- À proteção das comunidades aquáticas;
- À recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho)
- À irrigação de hortaliças e plantas frutíferas;
- À criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação
humana.

Corpos d’água enquadrados:
Todos, exceto os alhures classificados.

Rio Ribeira de Iguape e seus Afluentes:

-Único grande rio do Estado de São Paulo que corre diretamente para o oceano
-Alcançando altitudes maiores de 1.000 metros e com áreas de alta declividade
-Rio que divide o Município ao meio, no sentido de oeste para leste, possui diversos afluentes.Oferece praias de setembro à maio.Propicio à pesca e à canoagem.
-Rios Afluentes:
-Rio das Ostras: afluente do Rio Ribeira do Iguape, responsável pela formação da caverna do Diabo;
-Rio Taquari: Afluente do Rio Ribeira do Iguape
-Rio Batatal: Afluente do Rio Ribeira de Iguape, oferece corredeiras e cachoeiras;
-Rio São Pedro: Afluente do Rio Ribeira do Iguape;
-Rio Xiririca: Afluente do Rio Ribeira de Iguape, oferece corredeiras, nele encontra-se asruínas da antiga hidrelétrica;
-Rio Pilões: Afluente do Rio Ribeira do Iguape;
-Rio Primeira Ilha: Afluente do Rio Ribeira do Iguape, oferece cachoeiras;
-Rio Taquaral: Rio com cachoeiras que descem a serra em direçãoao vale do rio Paranapanema. Localização : Parque Carlos Botelho

Qualidade das Águas Superficiais Interiores: No caso do Rio Ribeira, as medições são feitas bimestralmente, e o IQA flutuou entre as classificações Aceitável e Boa, no último ano analisado. Tabela 1
Geomorfologia: Planalto Ocidental inclui os planaltos das regiões de Marília, Catanduva e Monte Alto.
O Vale do Ribeira entalhado por um processo contínuo de dissecação comandada pelo sistema hidrográfico de seu principal rio e de seus afluentes em rochas cristalinas, produziu um amplo anfiteatro erosivo - composto por extensas áreas serranas, profundamente entalhado em forma de vales encaixados, escarpas abruptas e festonadas - conectado com uma sequência de planícies sedimentares, localizadas próximo à beira mar. Este amplo anfiteatro dissecado fez recuar as escarpas contínuas da Serra do Mar até algumas dezenas de quilômetros do litoral; ao mesmo tempo que fornecia os sedimentos depositados em largas planícies aluviais que se abrem a partir de alvéolos no sopé das vertentes da serra.
Entre as altitudes de 600 m e 1.000 m, do Planalto Atlântico, são encontradas pequenas porções de 4 zonas geomorfológicas: Planalto Paulistano, Planalto de Ibiuna, Planalto de Guapiara e Planalto do Alto Turvo.
As rochas calcárias do Alto Ribeira localizadas no Planalto de Lageado na margem esquerda do Rio Ribeira, região de Iporanga e Planalto de Tapagem na margem direita do Rio Ribeira, são responsáveis pela maior Província Espeleológica do Sudeste do país, compostas por cavernas e grutas, como de abismos e outras feições cársticas de destaque. As maiores concentrações destas cavidades são encontradas nos municípios de Iporanga e Apiaí, sendo registradas também em Eldorado e Barra do Turvo.

Província Costeira - mais expressiva em área - é a área do Estado drenada diretamente para o mar, constituindo o rebordo do Planalto Atlântico. Possui uma enorme complexidade de formas de relevo e na região serrana forma escarpas abruptas e festonadas, desenvolvidas ao longo de anfiteatros sucessivos, separados por espigões. Para formar o desnível que chega a atingir em média 800 m, a faixa da escarpa apresenta larguras variáveis entre 3 a 5 Km. Esta província é composta por 3 zonas: Serrania Costeira, Morraria Costeira e as Baixadas Litorâneas.

Formação Geológica: Imagem 2

 1-Geologia
-Rochas metamórficas pré-cambrianas caracterizadas, em geral, pelo comportamento mais resistente (duras e coerentes) e principalmente pela presença de estruturas orientadas, tanto xistosas como migmatíticas e gnaissicas. Fazem parte deste grupo também, as rochas cataclásticas antigas e mais jovens (Paleozóicas), geradas por esforços de cizalhamentos em zonas de falhamentos. Todas estas rochas são dominantes na bacia, sendo encontradas principalmente nas áreas mais acidentadas.
-Rochas magmáticas representadas por corpos intrusivos graníticos, básicos e alcalinos. Estas últimas, em geral, possuem um melhor comportamento geomecânico, por serem mais homogêneas, maciças e isotrópicas (devido à presença de minerais sem orientações preferenciais), além de apresentarem altas resistências mecânicas e forte coesão dos constituintes minerais.
-Rochas brandas e aos sedimentos inconsolidados, representados pelas coberturas sedimentares cenozóicas, encontrados nas porções de relevos suavizados e planos, principalmente na Baixada Litorânea.

Zona: Serranias Costerias.
Subzona: Serra de Paranapiacaba
Imagem 2
2.2-Relevo:
Serra do Votupoca : Vulcão extinto.Localização: SP-165(Estrada Eldorado-Sete Barras mais trilha na mata.
Pico da Serra do André Lopes: Ponto culminante do Município com 1019 m de altitude.
Serra do Mar e da Paranapiacaba: Formação montanhosa tombada pelo CONDEPHAAT em 1985.

2.3-Localização da Estância Turística de Eldorado em São Paulo: Imagem 3 e 4
-Pontos:24° 31' 12" S        48° 06' 28" O
-Municípios Limítrofes: Norte: Capão Bonito;
Noroeste: Ribeirão Grande;
Oeste:Iporanga;
Leste:Registro;
Nordeste:Sete Barras;
Sudeste: Cajati;

2.4-Distância até a capital: 140 km.
2.5-Rodovias: SP-165 e SP-193
2.6-Altitude: 62m
2.7- Área total: 1.660,3 km2
Imagem 3 e Imagem 4
3-Pedologia:

Podzólico Bruno-Acinzentado Eutrófico
Ocorrem em porções relativamente pequenas em áreas de relevo ondulado do
Município de Apiaí.
Latossolo Vermelho-Amarelo
São solos minerais, não hidromórficos com horizonte B do tipo latossólico,
porém, com cores mais amareladas e presença de teores de Fe2O3 mais baixos
que os Latossolos Vermelho-Escuro.
Cambissolos (Ca)
Constituem os solos minerais com horizonte B câmbico ou incipiente, não
hidromórficos, com pouca diferenciação de textura entre o horizonte A para o B.
Podzólico Vermelho-Amarelo (PVd)
São solos com profundidade variável, encontrados normalmente, em áreas de
relevo ondulado e forte ondulado ou montanhoso. Ao contrário dos latossolos,
apresentam na maior parte dos casos, acentuada diferenciação de horizontes,
destacando-se o horizonte B textural enriquecido de argila iluviada do horizonte
A. Diferenciam-se por dois atributos: os distróficos devido à saturação de bases
inferior a 50% e os eutróficos por apresentarem saturação por bases iguais ou
superior a 50%.
Terra Bruna Estruturada Distrófica (TBd)
São solos minerais, não hidromórficos, argilosos, com horizonte B textural e
argila de atividade baixa, além de bem drenados e profundos. A fertilidade
natural baixa é o fator limitante à utilização agrícola destes solos.
Latossolo Variação Una Distrófico ou Álico (Lud)
É a classe de solos com horizonte B latossólico de coloração vermelhoamarelada
e alto a moderado teor de óxidos de ferro. Na região são
encontrados em áreas identificadas geologicamente como pertencentes aos
domos alcalinos de Cajati (Jacupiranga), Morro do Serrote (Registro) e
Complexo Gábrico de Apiaí. São solos de fertilidade média, sendo na sua
maioria, classificados como distróficos (ou com saturação por bases inferior a
50%). Na área de estudo constitui o tipo Lud.
Latossolo Vermelho-Amarelo Álico (LVa)
São solos de coloração vermelho amarelada, com baixos teores de óxidos de
ferro (menos de 8%). A maior parte desses latossolos são intermediários para
cambissolos, sendo por isso classificados como Latossolo Vermelho Amarelo
Câmbico, pouco profundo. Ocorrem, principalmente, em antigas superfícies
dissecadas de altos planaltos, em relevo ondulado ou forte ondulado.
Latossolo Amarelo Álico (LAa)
Os solos desta classe são caracterizados pela presença de horizonte A
moderado, com transição gradual para horizonte B latossólico de coloração
amarelada e a presença de muitos baixos teores de óxidos de ferro (menos de
6%). Compreendem solos minerais geralmente ácidos, pobres em nutrientes,
bem atentadamente drenados e com intemperismo.


4- Vegetação: Nesta área possui uma enorme variedade de formações florestais naturais, entre as quais destacam-se a Mata Nativa, a Mata de Restinga, o Mangue, a Mata Paludosa e Vegetação de Várzea. De acordo com o Artigo 3° do Decreto Federal N.º 750, de 10 de Fevereiro de 1993, estas formações vegetais pertencem ao domínio da Mata Atlântica, constituindo a vegetação nativa da região. São identificadas pelas
suas características fisionômicas e florísticas, apresentando um certo grau de relacionamento entre os diferentes tipos. A Mata Natural ou Nativa (Floresta Ombrófila Densa) constitui uma vegetação muito densa com dossel contínuo, exuberante, interrompida por eventuais irregularidade em função da topografia associada a clareiras, presença de cortes seletivos ou pequenas áreas de cobertura vegetal variável. Esta formação Atlântica estende-se em fundos de vale (Vegetação de Várzea), encostas e topos, comumente de origem secundária com fraca interferência
antrópica. A Mata de Restinga, a Mata Paludosa e os Manguezais são encontrados nos
terrenos planos e baixos da região lagunar.
Todas essas variações fitofisiônomicas elencadas, incluindo desde as formas sucessionais até a mata íntegra, em vista da enorme diversidade de espécies, possuem um grande potencial extrativo. Como exemplo deste potencial temos o palmito, as madeiras nobres, madeiras de lenha, a caixeta, as plantas aromáticas, medicinais, ornamentais, frutíferas, produtoras de óleos, gomíferas, fibrosas e outras.
 Produtos de Extrativismo e suas principais fontes potenciais na             cobertura vegetal. Tabela 2
Tabela 2. Fonte: Aptidão Agrícola das Terras/Potencial Extrativo - Macrozoneamento do Vale do  Ribeira,SMA/1996


4- Áreas de Preservação: O Alto Vale do Ribeira foi pouco atingido pela expansão econômica, sendo portanto uma das áreas naturais mais preservadas do Estado. Ali se concentram mais de 250 (duzentas e cinqüenta) cavernas com sua fauna e flora características.Reservas:
-Parque Estadual do Jacupiranga/ PEJ
-Parque Carlos Botelho
-Parque Estadual de Intervales
-Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar
-Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira/PETAR
 

4.1-Biodiversidade:

A Corallus cropanii é uma serpente encontrada em pequena porção de Mata
Atlântica no litoral sul e a cascavel (Crotalus durissus), tem aparecido mais com
os desmatamentos no Vale do Ribeira (Marques et al., 1998).
Os liquens da região de Apiaí foram estudados, sendo que os gêneros
Cladonia e Usnea estão muito bem representados (Marcelli, 1999).
Vários escorpiões, principalmente espécies do gênero Bothriurus, foram
encontrados nas cavernas de Apiaí. O gênero Ananteris e Tityus costatus
ocorrem em Juquitiba.
Uma espécie de opilião (Pachylospeleus strinati), ameaçada de extinção, foi registrada em três cavernas de Iporanga (Pinto de Rocha, 1999).Em Tapiraí ocorrem 28 (vinte e oito) famílias e 115 (cento e quinze) espécies de aranhas.
A mosca Drosophila senei (Vilela, 1983) foi registrada apenas na localidade de Ibiúna sobre frutos de maracujá em decomposição. D. eleonora foi coletada por numerosas vezes em cavernas de Iporanga (Tosi et al., 1990) e D. impudica na vegetação costeira do litoral sul.
12 (doze) famílias e 54 (cincoenta e quatro) espécies de peixes de água-doce foram catalogados na Bacia do Ribeira de Iguape, número este considerado subestimado pelos especialistas (Castro & Menezes, 1999).

CAIXETAL – O caixetal ocorre ao longo dos rios e lagoas de água doce da planície costeira. São áreas com vegetação permanentemente inundada onde há o predomínio da caixeta, que serve de viveiro para diversas espécies de peixes endêmicos, patos, marrecos migratórios, saracuras, garças, socós, jacarés, cágados e mamíferos como os mãos-peladas e as capivaras (Secretaria do Meio Ambiente, 1998).
FLORESTA PERIODICAMENTE INUNDADA – Nas Regiões onde o solo fica inundado de outubro a março, ocorre o Guanandizal, onde predominam árvores como o guanandi com altura entre 15 e 20 metros. No sub-bosque predominam a vapurunga, o araticum e o palmito. O solo da floresta é coberto por bromélias de diversas espécies. Peixes e anfíbios vivem nestas áreas na época das cheias. Já existem também 143 (cento e quarenta e três) espécies de aves catalogadas vivendo nesse tipo de vegetação.
RESTINGA – Próximo à praia, a restinga possui arbustos com até 2 metros de altura como o jacarandazinho e a aroeira-da-praia, esta muito visitada por aves que procuram alimentação. Após essa restinga baixa, seguindo-se em direção ao interior do continente, tem-se a restinga com árvores de até 5 metros de altura onde predomina o araçá. Ainda mais para o interior, a restinga atinge alturas de até 15 metros com o predomínio do jerivá e do palmito. Uma característica marcante da restinga é a variedade de bromélias, distinguindo-se entre elas o caraguatá. A restinga é rica em animais silvestres, podendo-se citar entre as aves, a saíra-marrom e o sangue-de-boi e ainda pequenos mamíferos como o rato-de-espinho. Entre as aves, apenas 15 espécies já estão catalogadas.
FLORESTA DE PLANÍCIE LITORÂNEA – Localizada em altitudes que variam entre 15 e 50 metros acima do nível do mar, são formações vegetais densas com árvores de até 30 metros de altura, grande quantidade de epífitas e sub-bosque denso e diversificado.
As principais árvores são a figueira e o guapuruvu. O sub-bosque possui ainda várias espécies de helicônicos e a erva-de-anta. Abriga também muitos animais endêmicos. Entre as aves podemos citar o chocó e o jaó-do-litoral e outros animais primatas ameaçados de extinção como o mico-leão-da-cara-preta. Neste tipo de floresta estão cadastradas 66 (sessenta e seis) espécies de aves.
FLORESTA DE ENCOSTA DA SERRA DO MAR - Floresta Ombrofila densa localizada entre 50 e 900 metros de altitude, com árvores de até 30 metros de altura. Nela ocorrem a virola, o jequitibá, o cedro, a maçaramduba e a pioneira. Esta floresta possui mais dois estratos-arbóreos com árvores entre 5 e 10 metros e entre 15 e 20 metros de altura onde predominam epífitas, bromélias, orquídeas, cactos e antúrios.

Imagem 5. Foto tirada por: Caroline Brito Vilela, 21/05/11
5-Hidrometereologia:
Na classificação dos tipos climáticos, feita com base no sistema de Köppen, temos o tipo Af, tropical úmido sem estação seca que cobre 5 % da bacia; o tipo Cfa, subtropical úmido com verão quente, que por sua vez, cobre 50 % da bacia, ao passo que os restantes 45 % são do tipo Cfb, subtropical úmido com verão fresco. Este último abrange as encostas das serras.

5.1-Pluviosidade e Clima:


Eldorado                 


Latitude: 24g 18m      Longitude: 48g3m      Altitude:   80 metros
Classificação Climática de Koeppen:  Am
MÊS
TEMPERATURA DO AR (C)
CHUVA (mm)
mínima média
máxima média
média
JAN
21.2
33.5
27.3
244.3
FEV
21.5
33.8
27.6
229.0
MAR
20.6
33.0
26.8
186.9
ABR
17.7
30.6
24.1
92.1
MAI
15.0
28.0
21.5
83.9
JUN
13.4
26.6
20.0
72.8
JUL
12.6
26.8
19.7
69.3
AGO
14.0
28.8
21.4
53.4
SET
15.9
29.0
22.5
97.2
OUT
17.4
30.4
23.9
123.2
NOV
18.7
32.0
25.3
108.5
DEZ
20.4
32.3
26.3
160.9
Ano
17.4
30.4
23.9
1521.5
Min
12.6
26.6
19.7
53.4
Max
21.5
33.8
27.6
244.3


5.1- Pluviosidade: A faixa costeira abrange regiões distintas: litoral de São Sebastião, de Santos, de Iguape, bem como a região do Alto Ribeira, com a distribuição de chuvas influenciada pelos ventos marítimos saturados de umidade, que vencem a ascensão orográfica da serra, a qual especialmente na parte norte, se aproxima bastante do mar. Nas zonas do Alto Ribeira e no litoral, uma distribuição anual de chuvas muito mais regular durante o ano do que a predominante no estado. Na parte Sul do litoral, desde a Serra de Itatinsaté a fronteira do Paraná (Vale do Ribeira), a variação da distribuição regional de chuva é semelhanteaquela do interior do estado. Assim, nesta pequena área, ao lado de regimes extremamente chuvosos, quesuperam a 3.000mm.
Gráfico 1.Pluviosidade média anual obtidas com uma série de 30 anos – 1970 a 1996.
5.2- Clima: Na região Sudeste, mais especificamente no Estado de São Paulo, o que se registra é um padrão climatológico bastante diversificado em função da topografia bastante acidentada, além da circulação atmosférica também perturbada, condicionando uma dinâmica climatológica própria, que se manifesta através da variabilidade térmica, pluviométrica, hídrica e eólica, na perspectiva sazonal. Nesta perspectiva da divisão das unidades climáticas apresentadas por Strahler, verifica-se que Eldorado, pertence ao clima subtropical úmido, com o predomínio da Massa Tropical e Polar atlânticas.
No âmbito da região de estudo, mais especificamente a bacia do rio Ribeira de Iguape, paulista tem suaunidade rítmica climática caracterizada pela grande freqüência de penetração de massas polares epassagens frontais, inclusive no verão.
MONTEIRO (1973), levando em consideração a dinâmica dos sistemas atmosféricos classifica o clima dessaárea geográfica como sendo clima meridional permanentemente úmido, onde a atuação de massas polaresé mais representativa do que a ação das massas tropicais.

5.3-Temperatura média anual: Considerando os dados normais climatológicos disponibilizados pelo INMET (1992) no mês de julho (períodode inverno), verifica-se que as temperaturas médias normais oscilantes variam entre 13 e 20 °C em todo o
Estado de São Paulo, com registro de temperaturas mais elevadas na sua porção centro-norte (entre 17 e19°C), enquanto que na sua porção geográfica centro-sudoeste (próximo ao Estado do Paraná), centrosudestee centro nordeste, os registros térmicos médios para esse mesmo período não superam os 16°C. Imagem 6 e 7

5.4- Períodos sazonais estabelecidos:

5.4.1-Período de verão:Janeiro, fevereiro e março.

5.4.2-Período de outono:Abril, maio e junho

5.4.3-Período de inverno:Julho, agosto e setembro.

5.4.4-Período de primavera: Outubro, novembro e dezembro.

Imagem 6.Região: Área em Vermelho .Temperaturas (°C) médias predominantes no mês de julho no Estado de São Paulo. Fonte: INMET, 1992.
Imagem 7.Região: Área em Vermelho. Temperaturas (°C) médias predominantes no mês de Dezembro no Estado de São Paulo. Fonte: INMET, 1992.
5.5-Variação espacial da umidade relativa do ar no estado de São Paulo: Imagem  8 e 9
A umidade relativa do ar, em linhas gerais, indica a existência de vapor d’água na atmosfera no que dizrespeito ao grau de saturação do ar, informando o quão próximo ele está da saturação e condensação.
Os padrões de distribuição média da umidade relativa no Estado de São Paulo no mês de julho(pertencente ao período de inverno) destacando-se nesta faixa aporção territorial da área de estudo uma média em torno dos 82%.

Imagem 8.Região: Área em Vermelho. Valores de Umidade Relativa do ar (%) registrados no mês de julho


Imagem 9. Região: Área em Vermelho. Valores de Umidade Relativa do ar (%) registrados no mês de dezembro no estado de São Paulo, Fonte: INMET, 1992.

5.6-Variação espacial do vento: Imagem 10
A bacia do rio Ribeira de Iguape participa inteiramente das condições meteorológicas peculiares do Sul do Brasil, sofrendo com freqüência a ação das massas de ar e das perturbações frontais que assolam a costa brasileira, ao sul da Bahia.

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